Polícia

Suspeitos de aplicarem golpe da pirâmide financeira se entregam à polícia

Três suspeitos de participarem de crime de pirâmide financeira, em Curitiba e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, se entregaram à Polícia Civil do Paraná (PCPR), na manhã desta sexta-feira (18). A quadrilha já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão em operação da polícia na última quarta-feira (18), na qual seis pessoas foram presas.

Conforme apurado, o grupo criminoso teria adquirido mais de R$ 30 milhões com os golpes. Durante as buscas a PCPR apreendeu dois veículos BMW, diversos relógios de luxo, dois revólveres e várias munições. As armas estavam em posse do segurança de uma casa de jogos, localizada em São José dos Pinhais e que é de propriedade de um dos investigados.

De acordo com as investigações, o grupo recrutava pessoas para fazer investimentos na empresa com a promessa de que geraria um retorno financeiro de 30% sob o capital destinado no curto período de três meses. Os suspeitos ofereciam investimentos na bolsa de valores, mas nenhum deles era credenciado junto à Comissão de Valores Mobiliários para oferecer o serviço legalmente.

O delegado André Feltes conta que após as prisões na quarta-feira, a advogada que representa três sócios da empresa investigada, incluindo o presidente, compareceu à delegacia e informou que os procurados estariam trabalhando em São Paulo e iam se apresentar à polícia até esta sexta-feira. “Eles já tinham conhecimento do mandado de prisão temporário e se apresentaram hoje. Em conversa informal, eles alegaram que estavam em São Paulo para comercializar um software desenvolvido por eles e que parte do valor angariado seria usado para ressarcir vítimas”, disse o delegado que explicou ainda que um dos suspeitos revelou que a empresa teria parado de honrar com os pagamentos a seus clientes depois de terem sido lesados por outro grupo, o que gerou prejuízo de R$ 9 milhões.

“Ele alegou que conseguiam rentabilidade suficiente para pagar os retornos que prometiam, mas no ano passado teriam sido lesados por um outro grupo e sofreram um prejuízo de R$ 9 milhões, o que impediu eles de honrarem com os pagamentos que tinham prometido”, disse Feltes.

No curso das investigações a PCPR verificou que algumas vítimas que investiam valores mais baixos chegavam a ser pagas como forma de atrair outras vítimas. O objetivo era atrair cada vez mais pessoas, que fizeram investimentos cada vez mais altos. Elas eram induzidas a não mexer no dinheiro investido, razão pela qual demoravam a se dar conta que haviam perdido tudo.

Em um dos casos, os suspeitos chegaram a forjar um contrato de garantia de veículo, avaliado em R$ 67 mil, prometendo rentabilidade de 50% em três meses. Há vítimas que chegaram a investir mais de R$ 500 mil e perderam todo o dinheiro.

Segundo a polícia, antes de abrirem a empresa para os golpes, os investigados não possuíam nenhum imóvel em seus nomes e em pouco mais de um ano de atividade todos chegaram a ter cerca de quatro imóveis cada um. Os envolvidos ostentavam vida de luxo para atrair mais vítimas.

Uma pessoas ainda está foragida. “Esse suspeito é o único que ainda não conseguimos ter contato visual durante a investigação. Os próprios sócios alegam que ele foi um dos que causou grande lesão na empresa, pois começou a captar muitos investimentos em nome da empresa e por fora. E ele estaria longe do convívio de todos há muito tempo”, revelou o delegado.

Estima-se que o número de pessoas que foram lesadas pela empresa passa de 200.

A Polícia segue com as investigações e todos os integrantes do grupo devem responder por associação criminosa, estelionato e crime de pirâmide financeira.

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Ivone Souza - Redação

Ivone Souza é jornalista graduada pelo Centro Universitário Internacional Uninter. Foi repórter e produtora de conteúdos do Portal Mediação, redatora do site Uninter Notícias, escritora e cronista. Curte teatro, uma boa leitura e é apaixonada por viagens e fotografia.

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