Paraná

Quase um mês após acidente na Linha Verde, família vive drama e pede liberação de corpo

Quase um mês após o grave acidente que matou cinco pessoas na Linha Verde, em Curitiba, a família de José Aparecido Gomes dos Reis vive um drama e pede a liberação do corpo para poder se despedir. A diarista Maria Lúcia Gomes dos Reis da Silva, que é irmã da vítima, contou em entrevista à Banda B nesta sexta-feira (1) que já foram vários os apelos aos órgãos de segurança, mas até o momento não há uma previsão para a liberação.

“Minha mãe fez DNA, minha irmã também, e nada. Os exames foram realizados no dia 12, uma semana após o acidente e, desde então, já passou muito tempo. Todas as outras famílias já puderam se despedir e nós também queremos colocar um fim nesta agonia”, comentou Maria Lúcia em entrevista ao radialista Geovane Barreiro.

Entre as vítimas da colisão, o corpo de José Aparecido é o único que ainda não foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML). Ele morava no bairro Xaxim e era casado. “Uma pessoa honesta, trabalhadora, só queremos enterrar o José”, disse a irmã.

Em posicionamento publicado na semana após o acidente, a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) informou que, normalmente, um exame de DNA leva em média 30 dias, mas em casos de corpos carbonizados o resultado pode levar uns dias a mais por conta das condições da amostra. A Banda B entrou em contato com a Sesp novamente e aguarda retorno.

O acidente

Três colegas de uma transportadora saíam do trabalho e seguiam para casa em um Corcel na Linha Verde, no bairro Pinheirinho, quando o Citroen perdeu o controle, invadiu a pista contrária e bateu contra o veículo domingo, 5 de novembro. Os dois carros pegaram fogo e todas as vítimas tiveram os corpos carbonizados.

No Corcel, três pessoas morreram: o motorista José Aparecido Gomes dos Reis, 46 anos, e os passageiros Douglas Santos, 23, e Gabriel Cardoso de Lima, 20. Eles voltavam de uma transportadora, onde trabalhavam, no momento do acidente.

No Citroen, o motorista e causador do acidente sobreviveu. Lucas Batista dos Santos, 24 anos, e Douglas Eduardo da Silva Miranda, 20, não conseguiram sair do veículo e também morreram.

Douglas Henriques está com mandado de prisão em aberto e é considerado foragido pela polícia. Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram ele com uma garrafa de cerveja na mão dentro da casa noturna que frequentou antes de causar a batida. Ele chegou a prestar depoimento na Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) e disse que não havia ingerido álcool na balada, mas que usou a comanda apenas para pegar bebidas para os três amigos, que voltavam para casa com ele no momento da ocorrência. Após o mandado, ele não voltou a se apresentar.

O inquérito foi concluído nesta sexta-feira (1) e o caso foi entregue à Justiça.

 

BANDAB

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Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

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