Paraná

Protesto contra Dilma reuniu mais de 40 mil em Curitiba

11070506_1602135343335066_8309358201448681255_nCerca de 40 mil pessoas participaram de ato em Curitiba contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) ontem, segundo estimativa da Polícia Militar. O número representou metade dos 80 mil registrados oficialmente pela PM, na manifestação realizada no último dia 15 de março. A contagem foi fornecida pelo Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) e do 12º BPM, e segundo a corporação, foi “técnica e feita de acordo com critérios internacionais”. No interior do Estado, também foram registradas manifestações em diversas cidades, igualmente com público menor, segundo a PM, que não registrou incidentes mais graves durante esses atos.

Na Capital, a concentração começou por volta das 14 horas, na praça Santos Andrade, e a passeata partiu pouco depois das 15 horas pela rua XV de Novembro, em direção à Boca Maldita, tradicional reduto de atos políticos da Capital paranaense. A exemplo da manifestação de março, a maioria dos manifestantes vestiam roupas e adereços nas cores verde e amarela, portavam faixas e cartazes e gritavam palavras de ordem pedindo o impeachment da presidente.

No final da manifestação, já na Boca Maldita, houve um pequeno tumulto quando os líderes do ato criticaram – de cima do caminhão de som que animava o evento – um grupo que portava uma faixa pedindo a “intervenção militar” no País. “Eles queimam o movimento”, afirmou um dos coordenadores do “Movimento Brasil Livre Curitiba”, Eder Borges, que estimou em 60 mil o total de participantes na Capital.

Outro incidente envolveu por volta das 15 horas, o vereador professor Galdino (PSDB), que disse ter sido agredido durante a manifestação. Galdino alegou ter sido hostilizado por um grupo de seis pessoas depois de tentar subir no carro de som. Um dos líderes da manifestação teria dito que o protesto não era lugar de “político com mandato”. Em seguida, uma pessoa não identificada teria chutado Galdino na perna esquerda, segundo o tucano. Galdino foi atendido por policiais militares, porém ele não quis se deslocar até um hospital e pediu para ir para casa. Um boletim de ocorrência foi lavrado.

Ainda segundo a PM, em Londrina (região Norte), cinco mil pessoas foram às ruas para pedir a saída de Dilma. Outras 1.200 pessoas teriam feito o mesmo em Foz do Iguaçu (região Oeste). Paranavaí (com 500 participantes); Astorga (com 100) e Cruzeiro do Oeste (50 pessoas) foram outros locais acompanhados pela polícia. Em Maringá, 6 mil pessoas teriam participado do ato.

Um novo protesto na capital paranaense deve ocorrer em 29 de abril para apoiar o juiz federal Sergio Moro, que conduz judicialmente as ações da operação Lava Jato.
Brasil – Ao menos vinte estados e o Distrito Federal tiveram manifestações contra o governo Dilma Rousseff (PT) e contra a corrupção ontem. De acordo com dados das Polícias Militares destes Estados, as manifestações reuniam ao menos 456 mil pessoas até o final da tarde em todo o país.
A cidade de São Paulo voltou a ter o maior número de manifestantes. Segundo a PM, 275 mil pessoas foram à avenida Paulista, região central. Nos protestos de 15 de março, a corporação falou em 1 milhão de pessoas nas ruas, mas segundo levantamento do Datafolha, os participantes teriam sido em número total de 210 mil. No interior paulista, houve registro de protestos em Campinas (10 mil participantes), Ribeirão Preto (25 mil) e São José dos Campos.
Em Brasília, o protesto começou por volta das 9h30. Os manifestantes levaram cartazes contra a corrupção na Petrobras e um grupo pediu a intervenção das Forças Armadas. Segundo a PM, 25 mil pessoas participaram do ato na Esplanada dos Ministérios. De acordo com a PM do Distrito Federal, pelo menos 3.000 homens fizeram a segurança do local.

Bem PARANÁ

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Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

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Um Comentário

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  1. O professor Galdino foi injustamente agredido por um sujeito bruto e sem escrúpulos. A manifestação sendo em local público, não deveria ser restrita a ninguém, nem mesmo a um político que quisesse mostrar-se estar ao lado do povo. Galdino subiu no caminhão de som para somente observar a população cobrando seus direitos, não proferiu discurso de cunho político, nem empunhou uma bandeira partidária. Foi hostilizado, empurrado e xingado por uma pequeno grupo de manifestantes que não sabem o significado de “manifestação pacífica”, e recebeu a agressão de ideias generalizados de que todo político é corrupto.

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