Paraná

Por que muitos curitibanos não dão seta no trânsito? Infração é grave e passível de multa

Não é difícil encontrar quem não reclamou pelo menos uma vez sobre a falta do uso das setas no trânsito de Curitiba. Seja na hora de fazer uma ultrapassagem, conversão ou sinalizar uma mudança de faixa, sempre tem alguém que esquece ou simplesmente acha que não há nada de mais em não ligar o ‘pisca’.

Ao contrário do que muita gente pensa, no entanto, esse comportamento pode ter consequências graves. Isso porque as setas são fundamentais para evitar acidentes, de acordo com o coordenador de Educação do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), Larson Orlando.

“É importante lembrar que as setas são instrumentos essenciais da comunicação no trânsito, já que sinalizam as intenções do motorista, desde ultrapassagem, retorno, conversão, até mudança de faixa… Todas as ações devem ser anunciadas com a seta e com antecedência, para promover um diálogo e não comprometer a segurança no trânsito”, disse Orlando em entrevista à Banda B.

O coordenador lembrou ainda que não ligar a seta ou usá-la de forma errada é considerada infração grave, com aplicação de multa no valor de R$ 195,23. O motorista também perde cinco pontos na carteira.

Acidentes

A assistente administrativa Márcia Oschiai sofreu um acidente na última quarta-feira (15) no bairro Cajuru, justamente porque a motorista de um carro não sinalizou com antecedência uma conversão à direita. Ela estava de moto, a caminho do trabalho com o marido.

“Eu seguia sentido BR-277, enquanto a moça estava na pista do lado. Quando chegou na rua que a mulher queria virar, ela simplesmente deu a seta e já entrou com tudo, sem olhar pelo retrovisor. Nisso, nós fomos derrubados da moto. O acidente só não foi mais grave porque o carro estava em uma velocidade baixa. Graças a Deus, sofremos apenas arranhões”, relatou.

Para Márcia, os curitibanos não têm o hábito de usar a seta no trânsito. “O pessoal não liga mesmo. Se eu tivesse uma câmera durante o trajeto da minha casa para o trabalho, flagraria pelo menos uns 10 motoristas sem usar o dispositivo”.

Questão cultural

E o que acontece quando o ambiente de trabalho é o trânsito? Para Mauro Machado, motorista de ônibus há 15 anos e instrutor de auto-escola há 25, os curitibanos têm consciência de que precisam usar a seta, mas não o fazem por uma questão cultural.

“Curitiba é a capital que você liga a seta e perde o direito de ir. Aqui, é uma questão cultural não ceder a vez e, por isso, o pessoal não tem mesmo esse hábito. Na autoescola, as pessoas até sinalizam as manobras, mas depois que tiram a carteira, esquecem completamente”, afirmou.

Segundo ele, o problema não é apenas a falta do uso do ‘pisca’, mas também a utilização errada do mecanismo. “Às vezes, o condutor deixa a seta ligada e acaba provocando uma batida, principalmente em cruzamentos com preferencial. A seta é a linguagem do trânsito. Se ela for negligenciada, há sim o risco de acidentes”, finalizou.

Fonte: Banda B 20/08/2018

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Ivone Souza - Redação

Ivone Souza é jornalista graduada pelo Centro Universitário Internacional Uninter. Foi repórter e produtora de conteúdos do Portal Mediação, redatora do site Uninter Notícias, escritora e cronista. Curte teatro, uma boa leitura e é apaixonada por viagens e fotografia.

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