Paraná

Por dia, Curitiba tem quatro blitze e nove multados por embriaguez

Se beber, não dirija. Este é o slogan das campanhas que alertam motoristas sobre o hábito de pegar o volante mesmo depois de ter ingerido alguma bebida alcóolica. E além do risco de provocar um acidente, esse motorista também pode ser pego nas inúmeras operações de fiscalização realizadas pelo Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) em Curitiba, as blitze.
Só de janeiro a agosto deste ano foram mil operações na Capital, uma média de quatro por dia. Em Curitiba, em torno de nove motoristas são abordados e autuados todos os dias por dirigir sob o efeito de álcool ou de substâncias entorpecentes.
Comparado ao ano passado, são mais blitze realizadas. No ano todo de 2016 o BPTran fez 1.300 blitze em Curitiba, teminando o ano com uma média de sete pontos de fiscalização a cada dois dias. Os números do BPTran são uma média, mas não significam que apenas quatro blitze serão feitas num dia. Num dia de fim de semana, por exemplo, podem ser dez ou mais pontos.
Obviamente, o principal foco dos policiais é impedir que motoristas embriagdos estejam na direção de veículos. Segundo o BPTran, de janeiro a junho deste ano foram realizadas 751 blitzes na Capital, que resultaram na prisão de 249 motoristas. Nos mesmos meses de 2016 foram 673 blitzes e 191 prisões, com uma alta de 30% no número de motoristas detidos.
Multa
Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa, é infração gravíssima. O valor da multa foi alterado pela Lei Federal 13.281/16 e aumentou para R$ 2.934,70 no ano passado. O condutor tem suspenso o direito de dirigir por 12 meses, o documento de habilitação recolhido e o veículo retido. Em caso de reincidência a multa é aplicada em dobro.
Além disso, o motorista que tiver nível igual ou superior a 0,3 miligramas de concentração de álcool por litro de ar alveolar pode ser preso. Neste caso, ele comete crime de trânsito e deve ser encaminhado à delegacia. Com a constatação, o infrator pode ser detido por período que varia de seis meses a três anos.
A legislação atual também pune o condutor que se recusar passar pelo bafômetro ou qualquer exame que detecte a influência de álcool ou drogas com multa de R$ 2.934,70, suspensão da carteira de habilitação por 12 meses e retenção do veículo. Com a recusa, o agente de trânsito ainda pode comprovar a embriaguez por meio de testemunhas, vídeos e sintomas evidentes, como hálito etílico, sonolência e agressividade.

Dirigir alcoolizado representa 10% dos acidentes com morte
No Paraná, dirigir sob influência do álcool ou embriagado corresponde a 10% dos acidentes com mortes nas rodovias federais. Um levantamento da Polícia Rodoviária Federal revela que essa é quarta maior causa de acidentes no Estado, ficando atrás apenas de excesso de velocidade (31,2%), falta de atenção (28,5%) e desobediência a sinalização (11,2%). O número de motoristas flagrados dirigindo sob influência de álcool aumentou 44,9% no Paraná no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) – as infrações por este motivo subiram de 3.512 para 5.089 neste ano. Em média, por dia, são autuados 28 motoristas por embriaguez ao volante no Estado.

 

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Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

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