Paraná

PMs colocam grades e cercam prédio da Assembleia para impedir entrada de professores

civico2Um ‘escudo’ formado por grades e policiais militares deixam a Assembleia Legislativa (Ale) acessível apenas para deputados e funcionários desde o início da madrugada desta segunda-feira (27). A intenção é garantir a votação, durante a tarde, do projeto de lei que promove mudanças no Regime Próprio de Previdência Social do Paraná. O cerco cumpre uma ordem judicial pedida pelo Governo do Paraná.

Enquanto isso na maioria das escolas estaduais as aulas não aconteceram devido à greve deflagrada pela categoria, revoltada com o projeto encaminhado para votação na Alep. “Mais uma vez estamos defendendo os nossos direitos. O movimento é legitimo e constitucional. Qualquer ameaça causa ainda mais motivação”, descreveu Marlei Fernandes, secretária de Finanças da App-Sindicato.

As ruas no entorno do Centro Cívico estão fechadas para a passagem de carros. Por volta das 9h, o dezenas de policiais garantiam a segurança entre as grades e o prédio da Alep. No momento não há grande movimentação de professores na Praça Nossa Senhora da Salete, o que deve acontecer no decorrer do dia.

Projeto do Governo

O projeto do governo propõe que cerca de 30 mil beneficiários com 73 anos ou mais sejam transferidos do Fundo Financeiro para o Fundo Previdenciário, que é constituído a partir de contribuições dos servidores. “Nós não admitimos que o governo mexa na aposentadoria dos funcionários desse jeito. Por isso, decidimos paralisar novamente as atividades”, completou Marlei.

Vamos em paz

A sindicalista garantiu que o intuito dos manifestantes é protestar sem violência. “Nós queremos a categoria lá com tranquilidade e paz, porque não queremos nenhum confronto. Ficamos ali por 30 dias em fevereiro com muita calma e nada aconteceu, com exceção ao momento da invasão da Alep (Assembleia Legislativa)”, relembrou ela, negando que a App tem relação com mensagens, que estão circulando na rede social Facebook, que pedem aos professores que usem máscaras e luvas de proteção na região do Centro Cívico.

Uma reunião entre os representantes dos professores e a PM está marcada para a manhã de hoje, com a intenção de se mostrar aos sindicalistas detalhes da ação policial no Centro Cívico,

Nota do governo

Em nota, o  governo informou que já entrou na Justiça pedindo que a greve seja declarada abusiva e ilegal. Segundo o órgão estadual, o projeto da previdência está em discussão há mais de 50 dias e todos os itens são acordados com o funcionalismo público. Segue texto na íntegra:

O governo determinou hoje que as eventuais faltas a partir de segunda-feira, dia 27, de professores e funcionários da Educação sejam descontadas em folha de pagamento. Diretores e chefes de núcleo estão orientados a fazer as anotações e encaminhar os dados à Secretaria de Estado da Educação do Paraná. A nova paralisação vai comprometer gravemente o cronograma de estudos e, consequentemente, o rendimento escolar dos alunos, já que o calendário escolar teve que ser refeito uma vez.

Cabe ressaltar que a Procuradoria Geral do Estado já ingressou com medidas judiciais para decretar a greve ilegal e abusiva. Ao contrário do que ocorreu durante a greve do início deste ano letivo, a partir de agora serão anotadas as faltas para posterior desconto salarial.
Apontado como um dos principais motivos da retomada da paralisação, o projeto de lei 252/2015, que trata da revisão do plano de custeio do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Paraná, foi amplamente debatido durante cinquenta dias. Ficou claro que o projeto não altera em nada o pagamento de proventos a aposentados e pensionistas do Estado. Não há mais nada que possa ser dito contra a intenção do governo estadual de proteger o sistema previdenciário e equilibrar o caixa do Tesouro Estadual. 

 

BandaB

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Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

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