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Petrobras iniciou nesta sexta-feira (14), a série de demissões na Fafen

A Petrobras começou a demitir os funcionários da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen- PR), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, nesta sexta-feira (14). As demissões ocorrerão em três fases. Nesta primeira, aproximadamente 144 serão exonerados. No total, a empresa pretende desligar 396 funcionários até abril.


A empresa anunciou o fechamento no dia 14 de janeiro. Os petroleiros decidiram entrar em greve no dia 1º de fevereiro e, já no 14º dia, ainda não tem previsão para acabar. Além dos funcionários ligados diretamente a Petrobras, o presidente do Sindipetro (Sindicato dos petroleiros) do Paraná e Santa Catarina, Mario Dal Zot, informou que 600 funcionários terceirizados também serão desligados.

A intenção dos grevistas, segundo Dal Zot, era negociar com a Petrobras. “Nem com a greve, que acontece a nível nacional, sensibiliza a Petrobras em relação a esses trabalhadores. A gente tem certeza que há alternativa, basta a boa vontade dos diretores. Não tem ninguém que me convença que, trazer ureia da Arábia, do Irã, sai mais barato do que produzir aqui. Então eles estão mentindo severamente, com total irresponsabilidade”, disse.

Além da greve, Dal Zot contou que os petroleiros então questionando o Judiciário. “Em todas as esferas, inclusive na econômica. Infelizmente, a Petrobras não abriu negociação em momento algum para a manutenção dos serviços essenciais durante a greve”, acrescentou.

A maior parte dos funcionários que aderiram a greve são da unidade operacional. “O pessoal que realmente produz na refinaria. A maior parte da parte operacional vai ser mandada embora”, disse.

Segundo informações do jornal A Folha de São Paulo, a FUP (Federação Única dos Petroleiros), tem a adesão de cerca de 20 mil empregados em 113 unidades operacionais, como plataformas, refinarias e terminais.

Abastecimento de combustíveis

O jornal a Folha de São Paulo também informou, nesta quinta-feira (13), que  a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) enviou um ofício ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) alertando para o risco de a paralisação afetar o abastecimento de combustíveis no país.

Dal Zot relatou que no começo da greve, a empresa tinha estoque para 30 dias. “Mas a unidade está operando, então acho que se mantém para depois. Por enquanto, o abastecimento da população está tranquilo”, completou.

Petrobras

A reportagem entrou em contato com a Petrobras e aguarda retorno.

BB

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Ivone Souza - Redação

Ivone Souza é jornalista graduanda pelo Centro Universitário Internacional Uninter. Foi repórter e produtora de conteúdos do Portal Mediação, redatora do site Uninter Notícias, escritora e cronista. Curte teatro, uma boa leitura e é apaixonada por viagens e fotografia.

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