Brasil

Pesquisa revela que brasileiro costuma usar ao celular na hora do ‘número 2’

Da BBC Brasil

 

 

O brasileiro baixa um monte de aplicativos no celular, mas prefere mesmo os de redes sociais, os de troca de mensagens e… os bancários. É o que revela pesquisa realizada pela Nielsen Ibope com usuários de smartphone. Segundo o levantamento, já são mais de 70 milhões de brasileiros com esse tipo de aparelho – para efeitos de comparação, há no país 96 milhões de pessoas com acesso a computador com internet em casa.

É exatamente isso que você leu. Em uma pergunta sobre os três momentos em que mais usam a internet no smartphone, um quinto dos entrevistados citou a ida ao banheiro: 20% admitiram a prática que, aliás, é mais comum entre os que têm renda mais alta (nessa faixa, são 25%).

No top 5 de hábitos, estão também aqueles que já acordam com o celular na mão (24%) e os que o usam enquanto assistem TV, que somam 34%. Quase metade dos entrevistados lança mão do aparelho para tornar qualquer espera menos dolorosa (46%) e, em vez de contar carneirinhos, enumera likes nas redes sociais: 48% dão aquela conferida na vida online antes de dormir.

De olho na conta bancária

Os pesquisadores não revelam, por política interna, o nome dos aplicativos favoritos dos entrevistados. O dado por categorias, porém, já dá uma ideia do perfil do brasileiro comum. No celular, ele fica atento aos aplicativos de mensagens, às redes sociais, aos mapas e ao saldo bancário.

Essa atenção especial aos zeros na conta corrente parece ser algo tipicamente tupiniquim.

Segundo José Calazans, analista de mercado da Nielsen Ibope, os apps de bancos nem entram no Top 20 nos Estados Unidos, por exemplo. No Brasil, por sua vez, a lista traz não só um, mas quatro aplicativos bancários.

E-mail ainda é muito importante

Na lista de 20 apps preferidos estão três que servem basicamente para gerenciar a conta de e-mail. Aquela que, de tempos e tempos, gurus digitais dizem que ficará obsoleta. Só para comparar, há apenas um jogo e um aplicativo dedicado a vídeo nesse ranking de mais usados.

Pedidos ao Papai Noel

Entre o último trimestre de 2014 e o primeiro deste ano, o número de usuários de smartphones saltou de 58,6 milhões para 68,4 milhões, mostrando mais uma vez a importância das vendas de fim de ano para o comércio brasileiro.

Essas novas 10 milhões de pessoas com celulares conectados à web significam uma alta de 16,7% em um período de apenas três meses. Segundo a pesquisa Nielsen Ibope, no fim do segundo trimestre deste ano já eram 72,4 milhões de usuários.

Para o analista do instituto, esse crescimento mais lento em relação ao período anterior (4%) reflete a força das vendas de Natal. Mas não descarta uma influência também da crise econômica que corre solta por aí.

Calazans afirma que, além dos 72,4 milhões de brasileiros com smartphones pelo país, há outros 13 milhões com aparelhos mais simples que, embora não façam parte do mesmo time, também acessam a internet.

Em outra pesquisa, a Nielsen Ibope também constatou que mais de 96,1 milhões de pessoas têm computador com internet em casa no Brasil, mas só 58,1 milhões fizeram uso dele pelo menos uma vez no mês.

A pesquisa sobre uso do celular, chamada Mobile Report, tem duas fases, uma mensal e outra trimestral. A parte que identificou os aplicativos favoritos foi realizada entre 28 de julho e 5 de agosto e ouviu 898 usuários de smartphone.

Receba notícias no seu WhatsApp.

Leitores que se cadastrarem no serviço serão incluídos em uma lista de transmissão diária, recebendo no celular as principais notícias do dia.

Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

Leia também

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar

Notamos que você possui um
ad-blocker ativo!

Produzir um conteúdo de qualidade exige recursos.
A publicidade é uma fonte importante de financiamento do nosso conteúdo.
Para continuar navegando, por favor desabilite seu bloqueador de anúncios.