Paraná

Peça de 185 toneladas vai cruzar Araucária e os Campos Gerais

noticia_582054_img1_pea-giganteUma peça de 185 toneladas para a nova fábrica da Klabin no interior do estado desembarcou terça-feira (24) no Porto de Paranaguá. Por enquanto, o tanque é o artefato mais pesado a chegar ao porto para o projeto da nova fábrica da empresa em Ortigueira.  A chegada de cargas pesadas, como esta peça, exigem operações especiais que movimentam toda a cadeia de transportes. A carreta que transportou o tanque dentro do porto, por exemplo, tem mais de 100 metros. Para subir a Serra do Mar e levar a peça até os Campos Gerais são necessárias três carretas conectadas, para distribuir o peso do artefato.

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, disse que o Porto de Paranaguá está preparado para receber cargas especiais. “Estamos investindo pesado na modernização da estrutura portuária. Com isso, cada vez mais peças de grande dimensão e peso chegam por Paranaguá”.

Como exemplo, ele cita as obras da reforma e ampliação do cais do Porto de Paranaguá. “O novo projeto do cais prevê um reforço na estrutura atual, o que aumentará a capacidade de suporte de três para cinco toneladas por metro quadrado”.

A primeira remessa do projeto chegou em dezembro do ano passado, quando cerca de 80 peças, que totalizavam 600 toneladas, chegaram no país. Maior investimento privado da história do Paraná, o empreendimento da Klabin, denominado projeto Puma, é apoiado pelo governo estadual por meio do programa Paraná Competitivo. Serão aplicados R$ 6,8 bilhões na fábrica e em obras complementares de infraestrutura, feitas em parceria com o Estado. A fábrica vai produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano. A previsão é que a planta comece a funcionar em 2016.

OPERAÇÃO – A operação da carga da Klabin no Porto de Paranaguá foi realizada pelo TCP LOG, área do Terminal de Contêineres de Paranaguá especializada em soluções de logística integrada. A peça chegou pelo navio BBC Oregon, que partiu da Antuérpia, na Bélgica. Ao longo de todo o Projeto Puma, partiram peças da Finlândia, China, Alemanha, Estados Unidos e Suécia.

“O projeto Puma tem um impacto positivo direto para o Porto de Paranaguá e para o estado todo. Além de descarregar as peças para a fábrica, vamos também fazer a exportação da celulose produzida na unidade”, afirma o diretor empresarial da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Lourenço Frogonese.

A unidade de Ortigueira terá capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose, sendo 1,1 milhão em fibra curta (para exportação) e o restante de fibra longa (parte para abastecer o mercado interno). O Projeto Puma prevê ainda ramal ferroviário, ligando a unidade e a ferrovia central do Paraná, por onde será escoada a produção diretamente até o Porto de Paranaguá.

Bem Paraná

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Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

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