Paraná

Madero oferece hamburguer sem pão e restaurantes fechando; situação se agrava

Imagine você receber um hambúrguer sem pão? É o que aconteceu em alguns restaurantes do Madero, em Curitiba nesta segunda-feira. Internautas enviaram fotos da situação, explicando que foram orientados antes de fazer o pedido, da falta do produto por causa da greve dos caminhoneiros. Vários insumos estão em falta não só nesta rede, mas como em vários restaurantes e bares de Curitiba e região neste nono dia de paralisação.

Nesta terça-feira, o Cadore Centro de Gastronomia, no Bacacheri, que reúne quase 50 estabelecimentos, anunciou que não vai funcionar devido à falta de produtos.

O Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba – SINDIABRABAR – informou que o problema é generalizado. Segundo o presidente Fábio Aguayo, o Grupo Pizza Hut corre o risco de fechar as lojas caso não chegue gás de cozinha nas próximas horas.

“Estamos cobrando o Governo do Estado, que articulou a liberação do produto, para peça para que os distribuidores agilizem e liberem logo as entregas. Associados já estão se mobilizando para buscar o abastecimento na Justiça”, informou Aguayo.

Gás

As revendedoras de gás que atendem Curitiba e região metropolitana estão com quase todos os estoques zerados na tarde desta segunda-feira (28), devido à greve . De acordo com a Associação Brasileira de Revenda de Gás (Abragás), cerca de 90% dos estabelecimentos estavam sem o produto. Nesta terça, pela manhã, a informação é que entre 10% e 20% receberam gás, mas a procura é gigante.

O presidente da Associação e secretário do Sindicato dos Revendedores das Distribuidoras de Gás do Paraná, José Luiz da Rocha, afirmou que a maior dificuldade está no transporte do produto. “O estoque é limitado porque nós dependemos de normas de segurança. As distribuidoras têm gás engarrafado, mas a gente não consegue levá-lo até as revendedoras, então não há como abastecer a rede de forma geral.  A situação é bastante crítica”, disse ele em entrevista ao radialista Geovane Barreiro para o Jornal da Banda B 2ª Edição.

Nesta segunda-feira, vários estabelecimentos já haviam informado à Banda B sobre a falta de condições de servir todo o cardápio.

Segundo o gerente do Ponto Quilo Grill, bairro Bigorrilho , de nome Rogério, há risco de falta de alimentos. “Para hoje, estamos nos virando com o que a gente recebeu do mercado. É o que está dando para fazer. Há risco sério para os próximos dias, porque não tem mais alcatra e várias carnes. Vai dar um prejuízo muito grande”, disse o gerente ontem.

O SINDIABRABAR – divulgou nota afirmando que o fim de semana da greve dos Caminhoneiros foi a pior da categoria de Bares e Casas Noturnas no Estado do Paraná, com queda de movimento de até 60% em pleno sábado, dia tradicional de encontros e baladas. Nos Restaurantes não foi diferente, a média foi uma queda de 50% no movimento.

ATUALIZAÇÃO

No período da tarde desta terça-feira, o SINDIABRABAR divulgou nota informando que a situação começou a se normalizar. Segue a nota:

” O Sindicato das Empresas de Gastronomia e Similares de Curitiba vem através deste informe, comunicar aos estabelecimentos das categorias representadas pela entidade sindical, que o Governo do Estado do Paraná está conseguindo normalizar a entrega dos derivados do petróleo, especialmente o gás de cozinha, produto essencial para o dia a dia dos empresários. Agradecemos pela articulação e mobilização da Governadora Cida Borghetti, em contribuir para nosso trabalho e atendimento ao público.

O SindiAbrabar manifesta conhecimento das dificuldades dos seus empresários representados, que além de trabalharem para atender sua clientela normalmente com o melhor atendimento possível, estão sendo vitimas da sobrevalorização dos preços praticados em produtos necessários para o funcionamento dos respectivos negócios, mas orienta aos empresários a não repassarem nenhum custo extra em seus produtos, insumos e cardápios neste momento de crise sazonal ocasionado pela greve, visto a importância de repassar ao consumidor o preço considerado justo, assim como nós empresários também gostaríamos da prática justa de preços em nossas compras essenciais para as atividades profissionais que exercemos.

Sabemos que muitos empreendedores estão sofrendo perdas de margens de lucro irreparáveis com o que está ocorrendo no país nos últimos dias, porém a hora é de serenidade e buscar relativizar as perdas de outras formas, sem a prática de aumento de preços para o consumidor final”, informa o sindicato em nota.

 

 

 

BANDAB

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Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

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