Araucária

Ex-servidor da Câmara de Araucária é condenado a 12 anos de prisão pelo crime de obstrução à Justiça

ex-servidor comissionado da Câmara de Vereadores de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, Ângelo Marcio Pinheiro Ribeiro, foi condenado a 12 anos, um mês e nove dias de reclusão pelo crime de obstrução à justiça em um processo da Operação Sinecuras.

O réu também terá que pagar multa no valor de R$ 372 mil. A sentença foi proferida pelo juiz Fábio Luiz Machado no dia 12 de julho, e a decisão cabe recurso.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), Ribeiro deve iniciar o cumprimento da sentença em regime fechado. Ele foi considerado culpado por constranger testemunhas relacionadas à primeira fase da investigação, que apura o pagamento de “mensalinho” aos vereadores da gestão 2013/2016 pelo então prefeito da cidade, de acordo com os promotores.

O acordo em troca de apoio, segundo o MP-PR, permitia aos vereadores a indicação de pelo menos cinco servidores para ocupação de cargos em comissão na prefeitura. Os esquema teria envolvido pagamentos de aproximadamente R$ 5 milhões, ainda conforme as investigações.

Em junho deste ano, outro réu ligado ao caso também foi condenado por obstrução à justiça a quatro anos e seis meses de reclusão em regime inicialmente semiaberto, além de pagamento de multa.

A Câmara de Araucária disse que Angelo foi exonerado à época em que a operação foi deflagrada, em abril desde ano.

O advogado do réu, Mário Masahar Suzuki, não quis comentar o assunto, apenas disse que deve entrar com recurso ainda nesta terça-feira (17).

Três fases

A operação, conforme as Promotorias de Justiça de Araucária, foi dividida em três fases: “Mensalinho”, “Alqueire de Ouro” e “Vida Fácil”.

A “Mensalinho” está relacionada a pagamentos aos vereadores de Araucária, enquanto a “Alqueire de Ouro” remete-se à compra do terreno superfaturado pela Companhia de Desenvolvimento do Município de Araucária (Codar).

Já a “Vida Fácil” envolve propina a uma construtora e terrenos da Companhia de Habitação Popular (Cohab) de Araucária.

Para chegar aos alvos, as promotorias contaram com colaborações premiadas e quebras de sigilos bancários. Além disso, há imagens de acertos para os vereadores envolvidos, que embasaram a operação.

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Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

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