Paraná

Distribuição de sacolas plásticas pode ser proibida em Curitiba

Começou a tramitar, na Câmara Municipal, projeto que pode proibir a venda ou distribuição gratuita de sacolas plásticas feitas de derivados do petróleo em todos os estabelecimentos comerciais de Curitiba.

De acordo com os vereadores Goura (PDT) e Professor Euler (PSD), a medida, já adotada em outros centros urbanos, “é essencial para a proteção do meio ambiente, visto que a matéria plástica derivada de petróleo demora até cerca de 500 anos para se decompor na natureza”.

Citando dados da Fundação Verde (Funverde) de Maringá (PR), os autores comentam que o mundo consome um milhão de sacos e sacolas plásticos por minuto, ou seja, quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões por ano. “Esse volume assustador de sacos e sacolas plásticas, em sua maioria feitos de materiais derivados do petróleo, acaba nos lixões, solo ou água”.

O projeto estabelece que em substituição às sacolas plásticas, os estabelecimentos podem oferecer [nesta ordem]: materiais reutilizáveis [não descartáveis que podem ser utilizados diversas vezes sem perder suas características iniciais]; compostáveis [entendidos como aqueles materiais provenientes de matéria renovável, que se decompõe naturalmente no ambiente e possuem estrutura que nutre o solo no processo de decomposição]; e biodegradáveis [entendidos como aqueles materiais que são provenientes de matéria renovável e que se decompõem naturalmente no ambiente].

O texto estipula que os estabelecimentos comerciais que disponibilizarem sacolas para os seus consumidores ficarão obrigados a afixar placas informativas junto aos locais de empacotamento de produtos e caixas registradoras, com o seguinte teor: “Ajude o meio ambiente! Evite sacolas plásticas”.

“No caso específico do Paraná, somente os supermercados distribuem mais de 1 bilhão e 500 milhões de sacolas plásticas por mês. Trocar essas sacolas plásticas convencionais por outras que causem menor impacto ambiental ou ainda fazer com que a população comece a usar sacolas reutilizáveis são ações emergenciais e que, portanto, justificam a existência de legislação específica para isso” salientam Goura e Euler. Eles também frisam que o projeto é distinto daquele apresentado em 2017 pela vereadora Katia Dittrich, que pretendia eliminar as sacolas plásticas dos mercados ou fazer com que elas fossem pagas pelo consumidor para desincentivar o uso.

 

 

BANDAB

Receba notícias no seu WhatsApp.

Leitores que se cadastrarem no serviço serão incluídos em uma lista de transmissão diária, recebendo no celular as principais notícias do dia.

Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

Leia também

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo

Notamos que você possui um
ad-blocker ativo!

Produzir um conteúdo de qualidade exige recursos.
A publicidade é uma fonte importante de financiamento do nosso conteúdo.
Para continuar navegando, por favor desabilite seu bloqueador de anúncios.