Paraná

Delegado diz que comerciante pode ter agido em legítima defesa ao matar suspeito no Centro

Uma suposta tentativa de assalto em uma joalheira na Galeria Lustoza na Rua XV de Novembro, no Centro de Curitiba, está sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). Na ocasião, o dono da loja atirou contra um suspeito que fazia menção de furtar o estabelecimento, na tarde desta quarta-feira (20). O homem, de 37 anos, morreu no local. Já o comerciante foi preso por posse ilegal de arma e fraude processual, já que tentou esconder o armamento.

Segundo o delegado Rodrigo Brown, do Centro de Operações Policiais Especiais, o Cope, a situação pode caracterizar legítima defesa. “Os fatos concretos são a posse ilegal da arma e fraude processual. Agora a questão da legítima defesa nós vamos apurar, mas as imagens dão a entender que caracteriza isso”, disse, “mas tem outras questões que demandam de perícia e tudo será analisado no inquérito policial, inclusive pelo Ministério Público e Poder Judiciário, para que seja verificado essa tese”, explicou.

Além disso, o delegado afirma que o porte legal de arma de fogo é lei e deve ser cumprida.”A lei é para ser cumprida. Todos têm a possibilidade de possuir arma de fogo, desde que sigam o que a legislação determina, compre uma arma registrada e façam os exames que a Policia Federal exige, para ter o direito de possuir a arma no estabelecimento comercial”, advertiu.

Na ocasião, o comerciante estava com a esposa e filha na joalheria. Mesmo com a posse ilegal da arma e da tentativa de escondê-la, o delegado disse que o proprietário permaneceu no local. “Ele já foi vítima de alguns assaltos também. Tudo isso está sendo levado em consideração. Ele tomou a atitude que qualquer pessoa que queira defender a família e patrimônio tomaria, apesar de estar errado com a procedência e ilegalidade da arma”, esclareceu.

Investigação

O delegado afirmou que será necessário alguns esclarecimentos técnicos por meio da perícia, imagens das câmeras de segurança e oitivas de testemunhas para determinar o momento que o disparo foi feito.

“O histórico da ocorrência é que o rapaz entra na loja e insiste que os armários sejam abertos. Mas o segurança tenta contê-lo, ele entra em luta corporal com o suspeito, que se agarra em vários móveis. Neste momento, o dono da loja, que estava andar superior, desce com a arma de fogo e o suspeito avança nele, quando eles entram em luta corporal e acontece os disparos”, descreveu Brown.

O segurança da loja foi autuado por fraude processual, pelo fato de ter sido determinado pelo dono a esconder a arma de fogo, mas teve fiança arbitrada e se encontra em liberdade.

Já o dono da loja continuará preso, como explicou Brown. “Acreditamos que ele deva ser solto na audiência de Custódia e ter um arbitramento de fiança, a não ser que o Poder Judiciário e Ministério Público entendam a inexistência da legítima defesa”, disse.

O suspeito não estava armado e, segundo Brown, não tinha passagens policiais por crimes patrimoniais. “Pequenos registros de desacato, acionamento de polícia, perda de documentos, mas nada grave. Suspeitamos que poderia ser um usuário de drogas ou aquele tipo que faz o “cavalo louco”, que pega algo e sai correndo”, completou.

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Ivone Souza - Redação

Ivone Souza é jornalista graduada pelo Centro Universitário Internacional Uninter. Foi repórter e produtora de conteúdos do Portal Mediação, redatora do site Uninter Notícias, escritora e cronista. Curte teatro, uma boa leitura e é apaixonada por viagens e fotografia.

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