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COVID-19: O que você precisa saber para não ser iludido sobre ‘imunidade’ e ‘reinfecção’

O trabalho de divulgação de informações sobre a Covid-19 em Araucária segue os direcionamentos dos órgãos de saúde, sempre pautados em comprovações científicas. Informação correta tem sido uma importante ferramenta de proteção à saúde também durante a pandemia. Para evitar que boatos ou informações distorcidas sobre a ‘imunidade’ após a Covid-19 e também sobre a possibilidade de ‘reinfecção’, a Prefeitura apresenta esses esclarecimentos importantes a seguir.

* Imunidade para todos é boato – Há estudos científicos que apontam que há pacientes que desenvolvem proteção (imunidade) contra a Covid-19 após a 1ª infecção. Mas não há nada cientificamente comprovado sobre o tempo de duração dessa proteção. Pior: há quem simplesmente não desenvolve essa imunidade do organismo e, com isso, poderia ficar vulnerável novamente à infecção. Portanto, a história de que quem já teve Covid-19 não precisa mais se preocupar com as medidas de prevenção (incluindo o uso obrigatório de máscara) não se comprova cientificamente. Este boato pode colocar a saúde (e a vida) dessas pessoas em risco.

* Reinfecção é uma possibilidade, mas não é comum – Estudos científicos estão colocando em evidência que, após um período (meses, por exemplo), a pessoa que se recuperou de Covid-19 poderia voltar a ser infectada novamente (por não ter desenvolvido imunidade ou pelo período de imunidade ter acabado). Mas, até o momento, esses casos comprovados de reinfecção são poucos no mundo. Outra linha de pesquisa científica aponta que um novo resultado positivo poderia ser apenas o retorno da mesma infecção após um período. A ocorrência de um segundo teste positivo de Covid-19, em si, não é comprovação de uma reinfecção.

* Em estudo: Reinfecção poderia ser mais grave – Com pesquisas ainda em andamento, cientistas estão levantando a hipótese (que precisa ser devidamente analisada) de que a reinfecção por Covid-19 possa ocasionar um quadro de saúde mais grave que a 1ª infecção. Isso foi apontado recentemente por cientistas em um caso de um jovem americano de 25 anos. Considerado saudável até a 1ª infecção, os médicos afirmam que o jovem foi reinfectado e que seus pulmões não conseguiam captar oxigênio suficiente para o corpo. Trata-se de mais uma situação de alerta que justifica a importância da manutenção das medidas de higiene por todos.

* Há muita diferença entre ‘suspeito’ e ‘comprovado’ – No início da pandemia, muita gente afirmava categoricamente que uma pessoa tinha Covid-19 (uma infecção que apresenta sintomas semelhantes a de muitas doenças) antes mesmo de se realizar o teste para detectar essa infecção. Agora, com a maior divulgação na imprensa sobre a possibilidade de reinfecção, é possível que algumas pessoas acabem tratando situações ‘suspeitas’ como se fossem confirmadas. Os casos de pessoas com novo teste positivo para Covid-19 são cada vez mais comuns. Mas isso não quer dizer que são uma reinfecção. Cada caso considerado suspeito será avaliado criteriosamente pelo órgão de saúde responsável.

Em resumo: Araucária não tem nenhum caso confirmado de reinfecção por Covid-19 até o momento. Mas Araucária possui situações consideradas suspeitas (já informadas à Secretaria de Estado da Saúde) que vão ser devidamente analisadas. Situações suspeitas estão sendo registradas em diversos municípios. Como já citado anteriormente, até o momento, esses casos comprovados de reinfecção são poucos no mundo.

* Quem confirma se há reinfecção? – De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Araucária, a análise de casos suspeitos e a confirmação sobre reinfecção por Covid-19 está sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde (SESA-PR). Os municípios foram orientados a repassar casos considerados suspeitos para verificação. Vale destacar que a reinfecção é confirmada após uma ampla e criteriosa análise, e não apenas por meio de um novo teste positivo de Covid-19.

* Que preocupação devo ter sobre imunidade e reinfecção? Quem se protege sabe que isso diminui muito o risco de infecção de Covid-19. Essa é a única preocupação que cada pessoa precisa ter. Independente se a pessoa teve ou não Covid-19, o uso de máscara continua sendo obrigatório. Há ainda a necessidade de se respeitar o distanciamento entre as pessoas e a higiene frequente das mãos. Os benefícios dessas medidas de prevenção são cientificamente comprovados e são fundamentais para a saúde coletiva.  

SMCS Araucária

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Ivone Souza - Redação

Ivone Souza é jornalista graduada pelo Centro Universitário Internacional Uninter. Foi repórter e produtora de conteúdos do Portal Mediação, redatora do site Uninter Notícias, escritora e cronista. Curte teatro, uma boa leitura e é apaixonada por viagens e fotografia.

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