Bem Estar e Saúde

CORONAVIRUS: O QUE VOCÊ PRECISA SABER E COMO SE PREVENIR?

Coronavirus é uma família de vírus que causam doenças respiratórias, são cerca de sete espécies desse vírus que infectam pessoas e causam doenças, foi isolado em humanos pela primeira vez em 1937, porem somente em 1960 foi denominado como Coronavirus, devido ao seu aspecto microscópico que lembra uma coroa. 

Amplamente distribuído em humanos e outros mamíferos (morcego, dromedários, civetas e agora a cobra como provável hospedeiro), causam doenças respiratórias agudas e geralmente leves, semelhantes a um resfriado comum. 

Tem grande importância epidemiológica e está relacionado a duas epidemias de Síndrome Respiratória aguda Grave – SRAG

SARS –coV  ( China 2002 – 2003 – sem atividade atualmente )

MERS – coV (Arábia Saudita 2012 – ainda persiste no Oriente Médio) 

Geralmente infectam um grupo de espécies proximamente relacionadas e entre humanos a transmissão ocorre principalmente por via respiratória.  

O período de incubação, que é o tempo que leva para a pessoa manifestar os sintomas da doença, varia de 2 a 7 dias, podendo chegar a 14 dias, de uma forma geral a transmissão viral ocorre enquanto persistirem os sintomas, mas é possível haver transmissão viral também após a resolução desses.

O NOVO CORONAVIRUS   – 2019 –NcOV 

O novo agente do Coronavirus foi descoberto na China, mais precisamente na província de Wuhan – Hubei, entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, é responsável por causar sintomas respiratórios que podem variar de quadros leves a moderados, semelhantes a uma síndrome gripal, porém, em algumas pessoas que já possuem outras doenças crônicas (respiratórias, renais, cardíacos, diabéticos, transplantados, neoplasias) pode ocorrer a chamada síndrome respiratória aguda grave e outras complicações, podendo leva-los a óbito. 

Segundo a OMS 80% dos infectados desenvolvem sintomas leves, 15 % apresentam sintomas graves da doença podendo evoluir para pneumonia e  acabam necessitando de internamento e uso de oxigenioterapia, e 5% cursam com doenças críticas como choque séptico, falência de órgãos e óbito.

As pessoas que apresentam um risco maior de evoluir com as formas graves da doença são adultos com mais de 60 anos e pessoas com doenças preexistentes.

Os principais sintomas conhecidos até o momento são: 

Febre,

Tosse,

Dificuldade para respirar.

Pode haver também dor de garganta, dor abdominal e em alguns casos diarreia.

A transmissão ocorre principalmente de pessoa para pessoa, mas ainda estão em investigação outras formas de transmissão. Qualquer pessoa que tenha contato próximo (1 metro) com alguém com sintomas respiratórios e com suspeita da doença está em risco de adoecer.  A transmissão costuma ocorrer pelo ar e por contato direto com secreções contaminadas:

  • Gotículas de saliva;
  • Espirro;
  • Tosse;
  • Catarro;
  • Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

As medidas de prevenção que devem ser adotadas para evitar a contaminação são:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar álcool em gel.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

O tratamento para os casos leves da doença é realizado apenas com sintomáticos (analgésico, antitérmico e soro nasal) repouso e muito liquido, os doentes deverão permanecer em isolamento respiratório domiciliar por 14 dias, atentos a sinais de alerta da doença, ou seja, ao primeiro sinal de piora, persistência da febre, dor no peito ao tossir, cansaço e falta de ar, deverão procurar um hospital imediatamente para serem melhor avaliados. 

Ainda não existe vacina e nem medicamentos específicos eficazes e seguros contra o vírus, mas existem vários estudos clínicos em andamento por todo o mundo, assim como a busca incessante por uma vacina. Provavelmente termos novidades nessa área muito em breve.

Estudos também demonstraram que o uso de ibuprofeno poderia prolongar a eliminação do vírus, por isso, na dúvida, estamos recomendando o uso de dipirona ou paracetamol para os casos de dor e febre. 

Para finalizar, a covid 19 é uma doença nova, altamente contagiosa e estamos aprendendo sobre ela diariamente, todo momento nos deparamos com novidades, mas o que se sabe realmente é que a maioria dos infectados estão apresentando sinais leves da doença e alguns não apresentam sintomas (daí o risco da transmissão e o principal motivo do isolamento), e que nas pessoas suscetíveis o vírus consegue se reproduzir de maneira extraordinária, com predileção pelo epitélio pulmonar.

Então, nesse momento a melhor decisão a ser tomada é o isolamento social, com o intuito de desacelerar a propagação do vírus, por que do contrário teremos um grande número de casos graves em um curto período de tempo, resultando em um colapso do sistema de saúde, que não terá leitos de UTIs suficientes para cobrir a demanda.

Como nos vemos frente a uma nova doença é comum sentirmos muitas dúvidas e também muito medo, mas diante de tudo isso precisamos nos manter calmos, já passamos por outras epidemias, convivemos diariamente com doenças infectocontagiosas e não nos desesperamos, e não deve ser diferente agora, se todos respeitarem as orientações dos órgãos de saúde competentes, cuidarem de si e de próximo, permanecerem em suas casas até segunda ordem, evitarem idas desnecessárias aos Prontos Socorros certamente teremos bons resultados frente a essa doença.

DR FABIANA DE CASSIA – PNEUMOLOGISTA CLINICA MÉDICA SÃO VICENTE


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