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Com bares abertos e tempo bom, fim de semana é marcado por aglomerações na noite curitibana

Com bares abertos e tempo bom, o fim de semana foi marcado por aglomerações nos principais pontos da noite curitibana. Postados nas redes sociais, vídeos e fotos mostram o grande número de pessoas que tomou o Largo da Ordem, a Rua Itupava e o Shopping Hauer. A movimentação também foi sentida nos parques da capital paranaense, principalmente no domingo (30).

Segundo o monitoramento do Portal InLoco, a sexta-feira (28) foi um dos dias com menor índice de isolamento social no Paraná desde o início da pandemia, com 35,1%. Já no sábado (29), o índice foi de 38,1%.

Um dos motivos que pode explicar a alta movimentação nas ruas é o tempo, que chegou aos 27°C na sexta-feira, 28°C no sábado e 30°C no domingo. Foi o primeiro fim de semana com tempo bom desde a mudança de bandeira na capital paranaense, que mudou de laranja para amarela no dia 18 de agosto.

Entre as principais críticas de internautas com relação às aglomerações, está a ausência do uso da máscara em grande parte dos frequentadores.

Comportamento

De acordo com o psicólogo Flávio Voight Komonski, que integra o Conselho Regional de Psicologia (CRP), é natural que pessoas afrouxem regras impostas a si mesmas em momentos de crise, o que exige um monitoramento mais eficaz que parte de outras pessoas. “Aqui existe uma coisa que chamamos de ‘fadiga de crise’. Quando a gente fica muito tempo em uma situação desafiadora, é natural que a gente diminua um pouco as regras que aplicamos a nós mesmos. Tanto, que nas empresas de segurança do trabalho ou nos hospitais, onde é constante a necessidade de cuidado, sempre há uma pessoa pressionando para que as pessoas sigam as regras e mantenham os padrões de segurança, senão isso afeta a maneira pela qual a gente se comporta”, explicou.

A flexibilização das restrições também é um fator que influencia o comportamento coletivo. Segundo Komonski, a gente muitas vezes tem um viés de “tudo ou nada” em nosso cérebro, o que torna difícil compreender as nuances do quanto a gente pode ceder ou restringir. “Quando solta alguma coisa, é como se abrisse a torneira. Se a gente não faz uma reflexão profunda, é natural que a gente pense que ‘zerou’ ou que ‘fecha tudo’, então é importante entender as diferentes graduações. Isso realmente cria um desafio na cabeça das pessoas e é difícil compreender, então em algum grau é importante que a conversa seja aberta sobre o que pode ser flexibilizado. As pessoas precisam de um pouco de lazer, mas também é necessário compreender lazer de uma maneira que mantenha as regras de distanciamento social para manter a saúde”, disse.

O psicólogo ainda defendeu que a vigilância mútua também é importante, então é importante ter em casa alguém que sempre reforce as medidas de segurança.

Bandeira Amarela

A bandeira amarela permite a reabertura de bares e parques em Curitiba, desde que sigam cumprindo protocolos rígidos de higiene.

Neste domingo (30), a taxa de ocupação dos 355 leitos de UTIs do SUS exclusivos para Covid-19 é de 84%. Todos os pacientes que internam com quadro clínico de síndrome respiratória aguda grave vão para os leitos exclusivos Covid-19 e não apenas os casos confirmados da doença.

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Ivone Souza - Redação

Ivone Souza é jornalista graduada pelo Centro Universitário Internacional Uninter. Foi repórter e produtora de conteúdos do Portal Mediação, redatora do site Uninter Notícias, escritora e cronista. Curte teatro, uma boa leitura e é apaixonada por viagens e fotografia.

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