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Coluna Psicologia no Ar: O CIÚME

Por Andressa Kasecker

 

O ciúme está presente em todo tipo de relacionamento, o encontramos entre irmãos, entre amigos e entre casais. Muitas vezes, ser ciumento é considerado uma demonstração de amor. No entanto, devemos ficar atentos para não confundirmos algo que pode se tornar patológico e perigoso, como uma manifestação de amor. Vamos falar um pouco sobre ele, para compreender e nos protegermos em casos que fujam do controle.

Consideramos ciúme uma mistura de emoções, mas se o analizarmos mais detalhadamente, percebemos que não é um sentimento voltado para o outro, e sim para si mesmo, para quem o sente, pois é na verdade o medo de perder o outro, ou sua exclusividade sobre ele. Muitas vezes está relacionado a auto estima de quem o sente e também a história de vida de cada um e sua relação com o ciúme.

Santos (2002, p.76) afirma que o ciúme existe em três níveis diferentes, vai do “sentir-se enciumado”, onde é considerado normal, até sua forma mórbida, que entraria em quadro de paranoia, um delírio obsessivo. Este último, causa um forte sofrimento psíquico para quem  o sente, e grandes riscos de violência para quem padece sob o ciumento paranóico.

O primeiro nível do ciúme, “o normal, o mais comum, é a pessoa sentir-se enciumada em situações eventuais nas quais, de alguma forma, se veja excluída ou ameaçada de exclusão na relação com o outro.” (SANTOS, 2002). Sendo assim, estamos falando sobre o ciúme mais encO CIÚME

ontrado nas relações, existe um motivo real, perante o qual o sujeito se sente ameaçado, e fica com medo de perder sua posição.

Em seu segundo nível, o ciúme neurótico, o ciumento passa a ter a sensação permanente de angustia e instabilidade, o levando a um permanente “estado de tensão”, temendo ser traído ou abandonado. O ciumento precisa se assegurar constantemente que o parceiro está sendo fiel, mesmo que não lhe tenha dado motivo aparente para que duvide.  O ciumento está ciente que seu ciúme é exagerado mas não consegue controla-lo. White e Mullen, (1989 apud Costa, 2010, p.28) afirmam que o ciúme neurótico mantém a realidade, porém o indivíduo reage mais facilmente e de forma exagerada a situações nas quais a infidelidade e o amor do parceiro não tem porque serem questionadas. Estas reações são acompanhadas de sentimento de culpa e de a própria percepção do indivíduo de que estas reações são extravagantes.

No terceiro nível, encontramos o ciúme paranoico ou delirante, onde a desconfiança do ciumento cede lugar a uma certeza infundada de que está sendo traído, consideramos então um quadro patológico. Tais pensamentos, levam a uma extrema pressão interna. Este tipo de ciúme pode ser perigoso, pois devido a sua intensidade, leva a atos de agressividade.

O ciúme normal, pode até aproximar a relação de um casal, fazendo com que o outro se sinta importante, é importante no entanto, que se mantenha sob controle para quem o sente. Em seus dois últimos níveis, pode trazer diversos problemas conjugais, o fim de relacionamentos, agressões, até finais trágicos. O ciumento portanto, deve ter acompanhamento psicológico, pois suas consequências são imprevisíveis.

 

 

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Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

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