Araucária

Caminhoneiros mantêm protestos e combustível está praticamente zerado

Após sete horas de reunião entre governo e representantes dos caminhoneiros, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) anunciou na noite de quinta-feira que houve acordo pela suspensão da greve por 15 dias.

Nove das 11 entidades presentes aceitaram a proposta do Executivo, que prevê prazo de 30 dias para reajustes no preço do diesel. Esta era uma das principais demandas dos caminhoneiros, que queriam mais previsibilidade nos reajustes.

No entanto, na manhã desta sexta-feira, foram verificados pontos de protestos em rodovias pelo País. Problemas de desabastecimento de combustíveis prosseguem, o acesso ao porto de Santos continua bloqueado e a capital paulista não tem rodízio e nem coleta de lixo.

Em Curitiba, praticamente todos os postos de combustíveis estão fechados, sem etanol e gasolina.

A paralisação dos motoristas afetou feiras e indústrias. Os aeroportos já operavam com restrições na quinta-feira por falta de combustível e alguns supermercados chegaram a limitar o número de itens por compra.

Ainda assim, os ônibus circulam normalmente nesta sexta-feira em Curitiba e Região, em razão da escolta feita pela Guarda Municipal ontem (24), pra que caminhões-tanque chegassem até às garagens das empresas.

Acordo

Para não interferir na política de preços da Petrobras e ao mesmo tempo garantir essa previsibilidade, o ministro Eduardo Guardia (Fazenda) informou que haverá um mecanismo de compensação à Petrobras a cada 30 dias, que terá que ser calculado mês a mês entre o preço que a estatal adotaria e o efetivamente adotado.

“O compromisso da Petrobras (de desconto no preço do diesel) é por 15 dias. Depois, a política volta normalmente. A política de preços continua preservada até a porta da refinaria”, assegurou Guardia. O acordo do governo com caminhoneiros também inclui a manutenção do desconto de 10% no diesel por 30 dias. Ontem, a Petrobras anunciou a medida por 15 dias, que será bancada pela estatal. A União se compromete a pagar uma compensação financeira à Petrobras pelos outros 15 dias acordados para “garantir a autonomia” da estatal.

Segundo Guardia, a partir do segundo mês, a União arcará com o valor entre o preço que a Petrobras adotaria e o adotado. Já o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que o reajuste no preço do diesel a cada 30 dias está garantido “pelo menos até o fim do ano”.

A estimativa inicial do Ministério da Fazenda é que esta compensação pelo desconto de 10% por 15 dias represente R$ 350 milhões, porém o valor ainda terá que ser atualizado. Segundo Guardia, o governo terá “dotação orçamentária para fazer frente a essa despesa” e também a compensação a cada mês.

Depois dos 15 dias de suspensão da greve, haverá uma nova reunião entre as entidades e o governo para verificar como está o cumprimento dos 12 itens que constam no acordo. Também consta entre compromissos a realização de encontros periódicos a cada duas semanas. Padilha ressaltou que Temer autorizou o acordo.

BANDAB

 

 

 

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Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

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