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Acusação a ex-agente da PF torna-se um “beco sem saída” e justiça retira indiciamento

O ex-agente da polícia federal, Rodrigo Gnazzo, acusado de vazar informações da Operação Lava Jato, teve revogado seu indiciamento nessa semana por ordem do juiz federal Marcos Josegri da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba. A revogação, em termos práticos, ocorreu em razão de que nada foi provado contra Gnazzo, ao tempo em que há cinco meses o Ministério Público Federal, responsável pela investigação e o indiciamento, não realiza novas diligências nem apresenta novos fatos contra Gnazzo.

Afastado da Polícia Federal desde 2012, quando decidiu retomar suas atividades no setor privado, Rodrigo Gnazzo, que é economista por formação, se viu envolto em uma trama de acusações e apontamentos que levaram a seu nome.  Embora vagas e confusas, as acusações davam conta de que Gnazzo participava de um esquema com outros agentes e até mesmo um delegado de polícia federal em que informações da Operação Lava Jato eram negociadas com advogados das partes indiciados na Operação comandada pelo juiz federal Sérgio Moro.

Em sua defesa, o advogado Claudio Dalledone Junior, sustentou que Rodrigo não tinha mais envolvimento com a rotina da Polícia Federal e que, desde 2012, voltou a se dedicar a suas atividades no setor privado, assumindo inclusive um antigo cargo de diretor executivo na área de planejamento estratégico em uma indústria gráfica da grande Curitiba. “Existe uma série de incongruências neste caso. O MPF não realiza uma única diligência há quase meio ano e o Rodrigo está “com a espada sob sua cabeça”, com a vida privada toda comprometida por um processo que não avança”, argumentou Dalledone.

Segundo o advogado, não existem razões para que Rodrigo siga indiciado, vez que a investigação nada concluiu. “A justiça federal sequer viu razões para que a quebra de sigilo telefônico e bancário de Rodrigo fossem quebrados. Rodrigo colaborou durante todo o processo, nunca se furtou a ajudar, responder, esclarecer toda e qualquer dúvida do Ministério Público Federal. Agora, esgotadas as razões, esgotadas as diligências, por qual motivo mantem-se um cidadão inocente indiciado? Não há motivo, ele não cometeu crime, ele não vazou informações, isso é claro”, afirmou o advogado.

Em seu despacho, o juiz Marcos Josegri da Silva, reconhece não haver razões para manter o indiciamento e concede a revogação do mesmo.O MPF, desde que indeferida em 14 de setembro passado a diligência por si postulada, não mais se pronunciou nos autos. Não existe notícia posterior de qualquer fato investigatório novo envolvendo este IPL”, disse o juiz que ainda afirmou que o MPF foi genérico ao afirmar se teria ou não condições de realizar novas diligências.

Para a defesa de Rodrigo, o caso tornou-se um beco sem saída. “O Rodrigo não praticou nenhum dos atos do qual é acusado. Primeiro por se tratar de um cidadão idôneo e que respeita a lei e as instituições e, segundo, que nem parte do corpo de servidores da Polícia Federal ele fazia mais desde 2012. Rodrigo fez a opção de seguir pelo caminho da vida privada, como profissional e consultor de planejamento estratégico e segurança de informação, ele não faz parte nem nunca fez parte de esquema algum. É um trabalhador, um homem honesto e um exímio profissional”, concluiu Dalledone.

Pedro Rodrigues Neto / Assessoria

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Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

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