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2020 foi o segundo ano mais quente da história; veja o que esperar para 2021

De acordo com a meteorologia, pode haver mudanças no clima com o enfraquecimento do La Niña a partir do segundo trimestre

Sociedade Americana de Meteorologia divulgou recentemente que esta é a década mais quente da história do planeta, de acordo com os dados que começaram em 1880. De 2010 a 2019, tivemos, em média, as temperaturas mais elevadas, superando a década anterior, de 2000 a 2009, que também já tinha sido a mais quente já registrada.

O ano de 2020 está entre os três mais quentes já registrados na história, ficando em segundo lugar, com anomalia de +0,98°C. Só perde para 2016 quando tivemos um super El Niño e a anomalia anual foi de +1°C. O ano de 2019 fica em terceiro lugar, com anomalia de 0,95°C, quando um outro fenômeno El Niño também estava vigente nos 12 meses praticamente.

Além disso, segundo dados da Agência de Meteorologia dos Estados Unidos (NOAA), existe uma condição também que indica que os gases do efeito estufa na atmosfera estão com os índices mais altos já registrados desde o início da série histórica há 140 anos. O ano de 2020 foi marcado por diversos incêndios florestais tanto na Austrália, quanto na Amazônia, Pantanal e também na Califórnia, nos Estados Unidos. Segundo o NOAA, os meses de janeiro, maio e setembro foram os mais quentes do ano passado.

Com o enfraquecimento do La Niña a partir do segundo trimestre de 2021, a tendência é termos uma fase de transição/neutralidade no segundo semestre. Vale lembrar que, mesmo com o enfraquecimento do sistema, a atmosfera ainda demora alguns meses para responder ao oceano. “Pela lógica, quando temos La Niña ou neutralidade, a atmosfera fica menos quente do que em anos de El Niño. O que podemos projetar, no geral, é que podemos ter um ano ou igual ou menos quente sem grandes recordes”, diz Patrícia Vieira, técnica em Meteorologia da Somar. São vários os fatores que precisam ser levados em consideração como o pico de atividade solar. Levar a uma conclusão imediata seria precipitado, segundo os especialistas.

Com informações do Canal Rural

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Ivone Souza - Redação

Ivone Souza é jornalista graduada pelo Centro Universitário Internacional Uninter. Foi repórter e produtora de conteúdos do Portal Mediação, redatora do site Uninter Notícias, escritora e cronista. Curte teatro, uma boa leitura e é apaixonada por viagens e fotografia.

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